O que eu achei útil quando eu tinha bom acesso aos jhanas foi me permitir “cozinhar” neles e então, com suavidade, perceber se ainda existe alguma resistência residual, tensão, má vontade, evitação, etc. Isso é uma forma bem leve de vipassana, combinada com realmente permitir que concentração/centralização/jhana aconteça. O viés fica mais para o lado do jhana. Esse tipo de abordagem não fica preso ao significado ou ao drama dos proto-pensamentos e proto-emoções residuais que ainda “flutuam” enquanto se está em jhana; em vez disso, ela só percebe a “tonalidade” de como alguma parte da mente ainda tem uma orientação mesmo no meio de jhanas bem “duros”. Ainda há algo percebendo, acompanhando ou monitorando o que está acontecendo. Isso é um experienciador alegre e participativo? Ou o experienciador sente algum tipo de insatisfação/má vontade em relação ao que está acontecendo? O que eu estou descrevendo são jhanas relativamente fortes e uma sensação relativamente fraca de ser um experienci...
Então, iogues de EQ (equanimidade): o ponto não é mais absorção nem mais clareza. O ponto é investigar apego, aversão ou má vontade em todos os seus estados mentais.
Uma das piores coisas que pode acontecer em qualquer tipo de treino, não só na meditação, é um começo fácil. São os artistas que ganham a primeira exposição, músicos cuja primeira gravação estoura, pessoas naturalmente fortes que já levantam muito peso de cara — são essas pessoas que precisam superar o apego a vencer, à popularidade, ou a confiar em talento natural — precisam aprender o que significa simplesmente fazer sua arte/música/treino. De modo parecido, pessoas que “escorregam” para a entrada na correnteza cedo e com facilidade muitas vezes ficam ingênuas e sobrecarregadas pelas dificuldades mais adiante no caminho, e isso pode virar um desastre. No fundo, a coisa que a gente quer e precisa — percebendo ou não — é uma base de sanidade básica que sustente a vida inteira. A meditação ajuda a criar isso se for vista do jeito certo; mas, se for vista do jeito errado, pode criar mais apego, mais evitação e mais bypass espiritual. Também é bem difícil, eu acho, chegar à entrada na cor...