O caminho para a entrada na correnteza é mais como um avião pousando, não como um fogos de artifício. A maioria das pessoas acha que vai ser como um foguete, com uma grande explosão de luz e som no final, mas na verdade, perto do fim, surge uma sensação de perder velocidade lentamente, planar, planar, planar, uma sensação de estar perto, mas sem nada que você possa fazer… e então, quase uma surpresa quando as rodas tocam o chão. Então, deixar as coisas desacelerarem, passar mais tempo apenas no momento presente, não ter lugar algum para ir… essa é uma boa abordagem. Sentar e, com muita suavidade, se perguntar coisas grandes como "o que é o agora? o que é o corpo? o que é a mente?" já é esforço suficiente — quase como devaneio. Deixar-se ser puxado para estados de concentração, se a mente quiser ir para lá, também é bom. Você pode confiar na mente, ela sabe para onde ir. Foi ela que te trouxe até aqui o caminho inteiro. Ela é mais inteligente que você.
A entrada na correnteza não aconteceu comigo em um retiro. Eu estava apenas continuando minha prática (na verdade, algumas semanas após um retiro) sem muita mudança na minha vida... Exceto: 1. Confiança absoluta na mente: Eu confiava que minha mente (não o intelecto ou o superego) estava liderando o caminho. Ela só precisava da prática diária para ver o que precisava ser visto, por assim dizer. 2. Esforço zero: Meu "esforço" caiu para quase nada. Como posso "trabalhar" ou "tentar" conseguir a entrada na correnteza? É ridículo! Eu não sei o que é ou onde fica, como posso tentar chegar lá? 3. Abandono de estados ideais: Abandonei a ideia de que qualquer estado fosse a resposta... ou que qualquer estado fosse um problema. O que importa o que surge? Equanimidade é consciência e aceitação de qualquer coisa que surja. É quase simples demais. 4. Fim da objetificação clara: Parei de tentar "objetificar claramente" tudo. Se eu ficasse com sono ou diva...