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Mostrando postagens de fevereiro, 2026

Quando você está “de molho” no jhana, o que ainda permanece não-jhânico?

O que eu achei útil quando eu tinha bom acesso aos jhanas foi me permitir “cozinhar” neles e então, com suavidade, perceber se ainda existe alguma resistência residual, tensão, má vontade, evitação, etc. Isso é uma forma bem leve de vipassana, combinada com realmente permitir que concentração/centralização/jhana aconteça. O viés fica mais para o lado do jhana. Esse tipo de abordagem não fica preso ao significado ou ao drama dos proto-pensamentos e proto-emoções residuais que ainda “flutuam” enquanto se está em jhana; em vez disso, ela só percebe a “tonalidade” de como alguma parte da mente ainda tem uma orientação mesmo no meio de jhanas bem “duros”. Ainda há algo percebendo, acompanhando ou monitorando o que está acontecendo. Isso é um experienciador alegre e participativo? Ou o experienciador sente algum tipo de insatisfação/má vontade em relação ao que está acontecendo? O que eu estou descrevendo são jhanas relativamente fortes e uma sensação relativamente fraca de ser um experienci...

Então, iogues de EQ (equanimidade): o ponto não é mais absorção nem mais clareza. O ponto é investigar apego, aversão ou má vontade em todos os seus estados mentais.

Uma das piores coisas que pode acontecer em qualquer tipo de treino, não só na meditação, é um começo fácil. São os artistas que ganham a primeira exposição, músicos cuja primeira gravação estoura, pessoas naturalmente fortes que já levantam muito peso de cara — são essas pessoas que precisam superar o apego a vencer, à popularidade, ou a confiar em talento natural — precisam aprender o que significa simplesmente fazer sua arte/música/treino. De modo parecido, pessoas que “escorregam” para a entrada na correnteza cedo e com facilidade muitas vezes ficam ingênuas e sobrecarregadas pelas dificuldades mais adiante no caminho, e isso pode virar um desastre. No fundo, a coisa que a gente quer e precisa — percebendo ou não — é uma base de sanidade básica que sustente a vida inteira. A meditação ajuda a criar isso se for vista do jeito certo; mas, se for vista do jeito errado, pode criar mais apego, mais evitação e mais bypass espiritual. Também é bem difícil, eu acho, chegar à entrada na cor...

Entrada na Correnteza é só transformar uma curiosidade ao estilo vipassana e um relaxamento ao estilo jhana em um novo hábito base.

Entrada na Corrente não é sobre fazer nada sofisticado; é só tornar a curiosidade tipo vipassana e o relaxamento tipo jhana um novo hábito de base… e quando você consegue descansar na equanimidade sem luta, quando você consegue deixar pensamentos virem e irem sem luta, quando você consegue estar em retiro sem luta, quando você basicamente consegue praticar sem “praticar”, quando você sabe que é completamente inútil tentar prever o que vai acontecer porque ninguém consegue prever o que acontece… então você está num bom lugar. Fique por ali e se pergunte sobre a natureza da mente que sabe tudo isso. Na dúvida, perceba o que você está vivenciando e descanse nessa vivência — até mesmo na vivência do próprio “não saber”.